Durante 2015 os usuários de internet passaram 1 hora e 55 minutos por dia, em média, consumindo vídeos ao vivo. Esse dado, que surge da consultoria eMarketer, posiciona essa atividade acima de outras como, por exemplo, passar o tempo em redes sociais, escutando música pela internet ou lendo notícias. Em alguns grupos, como entre os millennials mais jovens, as telas de seus computadores e seus celulares foram convertidas no principal meio para consumo de vídeo superando a TV. E isso faz sentido quando você analisa que hoje em dia o vídeo online pode ser encontrado em uma grande quantidade de plataformas, desde Youtube e Netflix, a sites de notícias e incluindo as redes sociais como Facebook, Snapchat e Vine, entre outras. Nesse contexto, os anúncios em vídeo estão crescendo mais que nunca.

Em 2016, somente nos Estados Unidos, os anunciantes investiram US$ 9,9 bilhões em anúncios em vídeo e esse número crescerá até alcançar US$ 28,08 bilhões em 2020. Ao mesmo tempo, o vídeo é uma plataforma publicitária cada vez mais importante em relação a outros formatos. Segundo Cowen and Company, este ano os anúncios em vídeo chegarão a 19,7% do total  do investimento publicitário na web. Isso representa um crescimento significativo em relação aos 17,7% conquistados em 2015. Ocorre em detrimento de outros formatos como search e display, os quais estão crescendo mais lentamente e diminuíram levemente suas participações.

Apesar desse crescimento, os anúncios em vídeo estão se transformando. A razão é que o mobile está se convertendo na principal plataforma para visualizar esses conteúdos. Um estudo realizado pelo eMarketer comprovou que o tempo médio de consumo de vídeos em smartphones cresceu de 2 minutos diários em 2011 para 17 minutos por dia em 2015. Da mesma forma, o tempo médio de visualização de vídeos em tablets cresceu de 1 minuto para 22 minutos nesse mesmo período. Com uma audiência mobile cada vez maior, os anúncios em vídeo tiveram de ficar mais curtos e atraentes. Isso se deve à natureza das plataformas que estão sendo utilizadas.

No Facebook, por exemplo, os vídeos começam de maneira automática quando o usuário encontra um em seu news feed. No entanto, se falhar essa conexão, simplesmente o usuário pode continuar se movendo para baixo e ignorar completamente o conteúdo. Algo semelhante acontece no Snapchat e em outras redes sociais. O YouTube, que atualmente lidera o mercado de publicidade em vídeo com 38,2% da audiência, oferece duas opções. Por um lado, a plataforma permite que você exiba anúncios que não podem ser ignorados antes dos 15 segundos de duração. Por outro permite que anúncios em vídeo oferta, de duração ilimitada, possam ser ignorados após cinco segundos. Esse último, que é o formato mais utilizado, exige que esses primeiros segundos consigam captar a atenção do usuário.

Nesse contexto, é importante entender que, como temos descoberto a partir de campanhas criadas por Harrenvideo, a ferramenta da Harrenmedia para distribuição de anúncios em vídeo, o objetivo de tais anúncios não é tão diferente da publicidade na televisão, ou seja, criar conscientização de marca e posicionamento. A diferença, porém, é que essa ferramenta é mais mensurável e é possível segmentar o público com mais precisão.

As métricas mais importantes quando se mede a eficácia de tais anúncios são a quantidade de impressões, a qual simplesmente indica em quantas páginas ou aplicativos uma peça foi carregada – independentemente se foi iniciado ou não, e se ele foi visto ou não – e as “visualizadas”, que indicam quantas vezes foi visto o vídeo. Com essa métrica, no entanto, devemos ser cautelosos porque algumas plataformas como o Facebook tem um vídeo como visto, uma vez que o usuário tenha visualizado apenas 3 segundos. Isso requer captura rápida da atenção do público, uma vez que de outra forma seriam desperdiçados esses investimentos.
2016 será um grande ano para os anúncios em vídeo, já que os usuários passam mais tempo do que nunca consumindo esse formato em todas as plataformas. Com eventos da magnitude dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, transmitido em todos os formatos de vídeo digital, e até mesmo na realidade virtual, haverá novas e diferentes plataformas para colocar anúncios em vídeo que atinjam milhões de pessoas . De acordo com o Wall Street Journal, esse evento esportivo deve aumentar a publicidade global em mais de US $ 2 bilhões, elevando o investimento total para US$ 579 bilhões em 2016. Esse valor representa um aumento de 4,6% em relação ao ano anterior, embora o crescimento de canais digitais será superior a 16%, em grande parte graças à preponderância de anúncios em vídeo.

 

 

 

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