Impacto do 4G no mercado publicitário e de conteúdo na América Latina

Jun 9, 2015 | Notícia

A penetração da tecnologia 4G ou LTE (Long Term Evolution) apresenta uma oportunidade de desenvolvimento para os usuários e as empresas na América Latina. A nova interface radioelétrica facilita à população de usuários, ávidos por um melhor desempenho dos dados móveis, o acesso a serviços, informações e aplicativos que garantam seus direitos como consumidores e se ajustam aos seus novos hábitos de consumo, principalmente, vídeo e Real Time.

Coluna publicada previamente em América Economia.

Segundos dados publicados pela GSMA em 2014, a América Latina é o quarto mercado global com cerca de 326 milhões de inscrições e 718 milhões de conexões móveis. Para 2020, a previsão é que existirá 605 milhões de conexões via smartphone. Com isso a América Latina será a segunda maior base de smartphone no mundo. Essa projeção mostra que existe uma grande oportunidade de consolidação para o mercado de conteúdos e publicitário nos segmentos de telefones móveis.

A implementação do 4G na América Latina abre um leque de possibilidades para criadores de conteúdos, desenvolvedores de aplicativos móveis, publicitários e, claro, para os usuários de um mercado em franco crescimento que conclamam por uma melhor conexão. Pontualmente e com base em nossa experiência, em relação ao mercado publicitário, podemos observar um acelerado crescimento de interações com publicidade em celulares. Se há dois anos a interação com publicidade chegava a 10% no mobile, hoje esse dado é próximo dos 50%. Por tal motivo, se observarmos a tendência podemos dizer que o consumo web se concentrará nos celulares e não em computadores pessoais.

Esses dados coincidem com a visão de empresas de medição web, como comScore, que indicam que o aperfeiçoamento da comunicação acompanha a penetração de smartphone na região. Isso, segundo comenta Marcos Christensen, Country Manager da comScore para Argentina e Uruguai, repercute diretamente no percentual de páginas vistas e por sua vez em impressões em banners visualizados via mobile e não por computadores.

Com a tecnologia existente apenas na Argentina, o crescimento de páginas vistas através de PCs foi de 67% entre o período de 2013 e 2014, segundo dados da comScore. Analisando os últimos três anos, se comprova que as impressões via mobile cresceram de forma exponencial cumprindo o princípio do “Mobile First”. Para o mercado publicitário, a chegada do 4G é a chave para poder servir criatividade em Rich Media e, dessa forma, a publicidade se tornará mais agradável ao público e gerará mais impacto.

É fato que o bom conteúdo publicitário é parte substancial do mercado de conteúdo vinculados ao entretenimento e informação. Isso que parece uma mera intuição estética, é uma realidade estatística. De acordo com o estudo publicado pela Adform, em setembro de 2014, os CTRs (Click Through Rates ou taxas de cliques sobre impressões) e os índices de engajamento são claramente maiores nos formatos Rich Media (em 267%) do que nos banners convencionais. Importante destacar que a medição corresponde ao mercado dos Estados Unidos.

A preferencia do público por anúncios nesse formato impulsiona as marcas a investir em anúncios digitais com maior qualidade. Segundo indica eMarketer, a expectativa do gasto com publicidade em Rich Media nos EUA deve ampliar 41,7% este ano, o que significa um montante aproximado de US$ 3,73 bilhões.

De volta para a América Latina, uma melhor conexão mobile permitirá aos anunciantes e veículos incorporarem tecnologias próprias, assim como tecnologias desenvolvidas em outros lugares que, até hoje, não obtiveram usabilidade e em consequência escala. Uma melhor conexão também ajudará a enaltecer a confiança na hora de realizar pagamentos via mobile e incrementar o número de transações. Por isso é natural um maior investimento das marcas nesse meio.

Com o LTE se espera fortalecer diversos tipos de serviços como navegação web, FTP, video streaming, VoIP e o gingante mercado de jogos multiplayers online. Por tanto, a implementação do 4G na América Latina abre um leque de possibilidades para criadores de conteúdos, desenvolvedores de aplicativos móveis, publicitários e, claro, para os usuários de um mercado em franco crescimento que conclamam por uma melhor conexão.

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